quinta-feira, 3 de novembro de 2011

S.O.S - Refletindo!!

     G. R. Tweed olhou ao longo das águas do pacífico e viu o navio americano na linha do horizonte. Afastando o suor que lhe cobria os olhos, o jovem oficial da marinha respirou fundo e tomou uma decisão. Esta podia ser a sua única oportunidade de fugir.
     Tweed tinha passado quase 3 anos se escondendo na ilha de Guam. Quando os japoneses ocuparam a ilha, em 1941, ele se embrenhou na espessa mata tropical. A sobrevivência não tinha sido fácil, mas ele preferia se encharcar no brejo a ficar preso em um campo de concentração.
     No entardecer do dia 10 de julho de 1944, ele avistou um navio aliado. Correu para o alto de uma colina e posicionou-se em cima de um rochedo. Tirou da sua mochila um pequeno espelho e, às 18:20h, começou a fazer sinais. Segurando as beiradas do espelho com os dedos, inclinou-o para frente e para trás, refletindo os raios de sol na direção do navio. Três sinais curtos. Três longos. Três curtos novamente. Ponto-ponto-ponto. Traço-traço-traço. Ponto-ponto-ponto. SOS.
     O sinal foi captado pelos olhos de um marinheiro que estava a bordo do USS McCall, e uma equipe de salvamento subiu em um bote motorizado e contornou a baía, longe dos canhões do inimigo situados na costa. E Tweed foi salvo.
     Ele ficou feliz por ter aquele espelho, contente por saber como usá-lo e alegre porque aquele espelho cooperou. suponha que isso não tivesse acontecido. (Prepare-se para um pensamento maluco). Imagine que o espelho tivesse resistido e tentado impor sua própria vontade. Em vez de refletir uma mensagem do sol, imagine que ele tivesse optado por enviar sua própria mensagem. Depois de ficar isolado por 3 anos, qualquer um ficaria faminto por receber alguma atenção. Em vez de enviar um SOS, o espelho poderia ter enviado um OPM: "olhe para mim".
     Ele não seria um espelho egoísta?
     O pensamento ainda mais louco seria ter um espelho inseguro. E se errar tudo? e mandar um traço em lugar de um ponto? Além disso, você já viu as manchas em minha superfície? Esse tipo de dúvida podia paralisar o espelho.
     O mesmo acontece com a alto-piedade. Enfurnado dentro daquela mochila, arrastado através das florestas, e agora, de repente, tendo que enfrentar o brilho do sol e executar um trabalho crucial. De jeito nenhum. Quero ficar na mochila. Ninguém vai receber nenhum reflexo de minha parte.
     Foi muito bom que o espelho de Tweed não tivesse uma mente própria.
     Mas e nós, espelhos de Deus? Infelizmente, temos uma mente própria.
     Sabe, nós somos os seus espelhos. Resumindo a descrição da tarefa humana em uma única frase, temos: "REFLETIR A GLÓRIA DE DEUS". (livro de Max Lucado - "Isto não é para mim")


2 Co 3.18 - "Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor."


Veja o que foi postado há 1 mês: http://tinhuneto.blogspot.com/2011/10/e-deus.html

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