domingo, 26 de fevereiro de 2012

Por que batizamos crianças? (parte 4) - FINAL

Sabemos que tanto o batismo de João Batista, como o batismo cristão derivam-se do batismo judeu dos prosélitos (convertidos). O povo judeu batiza o gentio que se converte ao judaísmo, bem como seus filhos na infância, apesar de não haver nenhuma determinação para tal prática na lei do AT. O ato era e é praticado por inferência a Êxodo 12, quando o povo de Israel passou pelo mar e se estabeleceu como povo.
Talmud Babilônico (coletânea histórico-teológica dos judeus) nos diz a este respeito: "Se os filhos e as filhas forem convertidos com um prosélito, então eles estabelecerão o mesmo tratamento... Numa tal conversão exige-se que estes prosélitos sejam batizados, mesmo na sua infãncia". O teólogo-filósofo judeu, Maimônides escreveu e disse: "O israelita que adota uma pequena criança pagã, ou achar abandonada, e a mandar batizar, com isto faz dela um judeu prosélito" (convertido).

Paulo, em referencia a essa prática e tendo em mente a mesma passagem de Êxodo 12, afirmou em 1Coríntios 10: 1, 2 que os israelitas ao saírem do Egito foram batizados na nuvem do mar, e o verso seis acrescenta: "estas coisas se tornaram exemplos para nós", mas qual o exemplo? E quem recebeu tal batismo? A escritura responde: "assim partilham os filhos de Israel de Ramsés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças" (Êx: 12: 37). Portanto as crianças também foram "batizadas na nuvem do mar" e, segundo a declaração paulina, isto é um "...exemplo para nós hoje" (1Co 10: 6).

As crianças continuam, portanto, a fazer parte do povo de Deus, e devem receber o sinal visível do pacto - o batismo - exatamente como recebiam a circuncisão no AT
(Cl 2: 11, 12).

Fonte:
Pronto.comunicado 05/02/12 Igreja Presbiteriana da Lagoa do Araçá
Waldemir Lopes, pastor

Essa era uma dúvida minha e também de algumas pessoas que conheço, fora outras que se questionam, espero que essa série de textos publicados no boletim da IPLA, dos quais eu extrai para postar possam responder a quem leu e tem essa dúvida, assim como respondeu a mim. Se alguém tem outras dúvidas , é só mandar pro e-mail, tem aí do lado, é bem facinho, ou comenta mesmo no blog. Eu vou estar procurando a resposta. Divulguem aí, se poderem.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Por que batizamos crianças? (parte 3)

... Na realidade, não batizar crianças soava tão estranho que, o primeiro o primeiro uso do termo dado pelos cristãos  - "anabatista" ou "lapsis" - aconteceu no ano de 225 dC, atribuído a um pequeno grupo de cristãos que seguiam a insinuação de Tertuliano de não batizar as crianças com menos de 8 anos de idade.

No período da reforma (séc XVII dC), surgiram os "novos anabatistas" liderados por Georg Blaurock e Felix Manz com uma novidade: só batizavam adultos. Esse grupo se subdividiu e ainda hoje existe (sobretudo nos EUA), sob os nomes de: Menonita, Amishes, Quarks, Dunkers, o que influenciou, claro, os batistas, cuja teologia é a base para as pentecostais e neopentecostais de hoje.

Fonte: Pronto.comunicado 29/01/12 Igreja Presbiteriana da Lagoa do Araçá
Waldemir Lopes, pastor

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Por que batizamos crianças? (parte 2)

Desde os primeiros discípulos, o batismo infantil foi incentivado e praticado. Justino (89 - 166 dC) repete o discurso de Paulo: "O batismo é uma circuncisão do novo testamento" (referindo-se a crianças). Orígenes de Alexandria (184 - 254 dC) disse: Segundo o costume da igreja, o batismo deve ser aplicado a todos, inclusive à crianças pequenas" e testificou: "Por esta razão as igrejas, desde os tempos dos apóstolos, têm a tradição de batizar todos, inclusive as crianças."

Tertuliano (160 - 200 dC) insinuou que "por causa da natureza, da disposição e também da idade das pessoas é muito mais proveitoso adiar o batismo; e este é, especialmente, o caso das crianças pequenas... considerando-se apenas o batismo na infância tardia, isto é, a partir dos 8 anos". Cipriano (200 - 258 dC) reatou a Fido acerca do concilio de Cartago na decisão tomada em resposta a insinuação de Tertuliano: "E assim, caríssimo irmão, foi a decisão final do nosso concílio (em Cartago); que ninguém deveria ser impedido de ser batizado... Daí este divido propósito deve ser procurado para todos e, inclusive, para os recém nascidos".

Agostinho (354 - 430 dC) testemunhou que "os pelagianos nunca ousaram negar o batismo, muito menos o batismo infantil, porque eles sabem que, se o negassem, teriam contra si toda a igreja". O próprio Didaquê (100 dC), primeiro documento pós-apostólico, orienta aos pais cristãos a levarem os seus filhos ao batismo.

Como se pode constatar desde o início da igreja, o ato que ecoa como absurdo é o de não batizar as crianças - e não o contrário.

Fonte: Pronto.comunicado 22/01/12 Igreja Presbiteriana da Lagoa do Araçá]
Waldemir Lopes, pastor

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Por que batizamos crianças? (parte 1)

Falar de batismo de crianças nos dias de hoje, soa meio esquisito, haja vista que, para boa parte das igrejas "evangélicas", tal ato é visto como sem fundamento. Mas, será? veremos em partes, como o batismo infantil tem: um grandíssimo fundamento bíblico, como a história da igreja o registra desde o início e como o batismo cristão tem é oriundo do batismo judaico de prosélito, que também o faz sobre crianças.

Batizamos crianças porque a bíblia fala de batismo de famílias inteiras (At 16: 15 e 33 , 1Co 1: 16). No ambiente judaico do NT é impossível dissociar as crianças menores do conceito "família" ou "casa", nem nós mesmos fazemos isto hoje.

No batismo da casa de Lídia, por exemplo, a primeira palavra "casa" é a tradução da palavra grega "óikos". A palavra "óikos" em todos os sentidos denota uma família com filhos, ou com crianças pequenas e/ou dependentes. Quando a bíblia diz que Lídia e toda a sua "óikos" foram batizados, ela reafirma o seu ponto, isto é, ela com suas crianças pequenas foram batizadas. Inclusive, a respeito desse texto, a bíblia siríaca, a mais antiga da primeira tradução do NT, traduz assim: "Depois dela ser batizada com todos os seus filhos pequenos..." (At 16: 15).

A bíblia fala que os filhos dos crentes são santificados como herdeiros das promessas de Deus (1 Co 7: 14; At 3: 25) e, portanto, aptos para receber o sinal visível deste novo pacto em Cristo, a saber, o batismo. Em Atos 2: 38, 39, Pedro exorta àqueles que ingressam pelo novo nascimento do pacto de Deus a que se batizem e, além disso, afirma que esta promessa - o batismo - são extensivos aos filhos dos crentes, do mesmo modo que a circuncisão (Ge 17: 9-14), que era aplicada ao bebê com 8 dias de nascidos. Essa comparação entre "circuncisão e batismo" vem do apóstolo Paulo, que afirma no NT, o batismo é a "circuncisão de Cristo" (Cl 2: 11, 12).  Logo as pessoas podem receber o batismo no NT como recebiam a circuncisão no AT.

Fonte:
Pronto.comunicado 15/01/12 Igreja presbiteriana da Lagoa do araçá
Waldemir Lopes, pastor

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Coisa de Religião, não de Deus

"As escrituras não empregam a linguagem da necessidade quando se referem à conexão vital que Deus estabelece entre os que creem Nele. Nossa única dependência é de Jesus! É somente dele que temos necessidade. É o único a quem seguimos. O único a quem Deus quer que confiemos e a quem recorramos para tudo. Quando fazemos de Jesus um ídolo, acabamos de mão atadas. A religião sobrevive dizendo-nos que, se não nos mantivermos alinhados com seus preceitos, um destino horrível cairá sobre nós."
Wayne Jacobsen

Só precisa confiar!!!!