segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Por que batizamos crianças? (parte 2)

Desde os primeiros discípulos, o batismo infantil foi incentivado e praticado. Justino (89 - 166 dC) repete o discurso de Paulo: "O batismo é uma circuncisão do novo testamento" (referindo-se a crianças). Orígenes de Alexandria (184 - 254 dC) disse: Segundo o costume da igreja, o batismo deve ser aplicado a todos, inclusive à crianças pequenas" e testificou: "Por esta razão as igrejas, desde os tempos dos apóstolos, têm a tradição de batizar todos, inclusive as crianças."

Tertuliano (160 - 200 dC) insinuou que "por causa da natureza, da disposição e também da idade das pessoas é muito mais proveitoso adiar o batismo; e este é, especialmente, o caso das crianças pequenas... considerando-se apenas o batismo na infância tardia, isto é, a partir dos 8 anos". Cipriano (200 - 258 dC) reatou a Fido acerca do concilio de Cartago na decisão tomada em resposta a insinuação de Tertuliano: "E assim, caríssimo irmão, foi a decisão final do nosso concílio (em Cartago); que ninguém deveria ser impedido de ser batizado... Daí este divido propósito deve ser procurado para todos e, inclusive, para os recém nascidos".

Agostinho (354 - 430 dC) testemunhou que "os pelagianos nunca ousaram negar o batismo, muito menos o batismo infantil, porque eles sabem que, se o negassem, teriam contra si toda a igreja". O próprio Didaquê (100 dC), primeiro documento pós-apostólico, orienta aos pais cristãos a levarem os seus filhos ao batismo.

Como se pode constatar desde o início da igreja, o ato que ecoa como absurdo é o de não batizar as crianças - e não o contrário.

Fonte: Pronto.comunicado 22/01/12 Igreja Presbiteriana da Lagoa do Araçá]
Waldemir Lopes, pastor

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